Sustentabilidade! Sobras de material de construção

Na hora de construir ou reformar, temos que lidar com o entulho gerado pós-obra. Saiba como proceder na reciclagem, descarte e reaproveitamento desses materiais.

A construção civil é a maior fonte geradora de lixo de toda sociedade, já que seus entulhos podem chegar a representar até 70% da massa total de resíduos sólidos urbanos de uma cidade brasileira de médio e grande porte. Em São Paulo, estima-se a geração de 17 mil toneladas/dia de resíduos, Belo Horizonte aproximadamente 8mil toneladas/dia, Brasília entre 3 e 5mil toneladas/dia e Curitiba com cerca de 6mil toneladas/dia são alguns exemplos. Restos de concreto, argamassa, aço, madeira, papel, areia, metais, cerâmicas, solventes, borracha, plástico, asfalto, tintas, pedras, matéria orgânica, gesso e embalagens diversas são os tipos de resíduos gerados. E o que fazer com todo esse material?


Toda obra, seja ela de pequeno ou grande porte, e até mesmo com bom planejamento, gera entulhos da construção civil
 

As sobras devem ter sua destinação estipulada de forma correta, para não comprometer o meio social. O Brasil gera 84 milhões de metros cúbicos de resíduos de construção civil e recicla só 17 milhões -  21%. Para entender o que pode ser reciclado ou não, o arquiteto Daniel Galeazzi, da Construtora Voltec, com sede em Curitiba, explica que os resíduos de obra são classificados em quatro classes: A, B, C e D.


Os resíduos classe B são materiais que podem ser reciclados, tais como papel, vidro, madeira e gesso
 

Comuns
Os resíduos da classe A são os mais comuns, como restos de tijolo, cerâmica, concreto e terra, e normalmente são utilizados na própria obra como agregados, em áreas de aterro, material para dreno ou em substituição para pedra brit.

Recicláveis
Os resíduos classe B são materiais que podem ser reciclados, mas não no canteiro de obra, tais como papel, vidro, madeira e gesso. Eles devem ser separados e identificados, para transporte por caçamba para empresas licenciadas para reciclagem.

Descartados
Os materiais de classe C não podem ser reciclados ou recuperados e devem ter o mínimo de desperdício na construção. São produtos não tóxicos e devem ser destinados a aterros sanitários. A resolução nº 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) não traz exemplos de resíduos deste tipo. Nele encaixam-se materiais que não são considerados perigosos (Classe D) e para os quais ainda não há técnicas de reciclagem.

Tóxicos
Os de classe D são os produtos tóxicos ou contaminados, e podem causar danos ao meio ambiente, como tintas e solventes. Esses resíduos devem ser destinados a aterros ou usinas licenciadas para tratamento de tal tipo.
A boa gestão desses resíduos descartados contribui para uma efetiva potencialização das atividades e melhorias das condições do meio ambiente. “Várias empresas apresentam soluções ambientais para otimização dos produtos na obra, evitando o desperdício e destinando corretamente os resíduos. Vale lembrar que um canteiro de obras bem organizado traz benefícios não só para o andamento da obra, mas também gera menos danos ao meio ambiente”, destaca Galeazzi.


Resíduos da classe D, como tintas e solventes, devem ser destinados a aterros ou usinas licenciadas para tratamento adequado
 

No Brasil temos cerca de 131 centros de reciclagem, a maioria concentrada na região sudeste e fala-se em 1000 o número para atender toda a demanda nacional.

Essa foi mais uma dica do portal WebReforma para ajudar na reforma ou construção de sua casa. 

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FOTOS: Reprodução

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